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Raid

 Este artigo tem por objectivo explicar os princípios básicos de uma tecnologia de extrema utilidade para o bom funcionamento (a nível informático) de uma empresa, pois com esta tecnologia é-nos garantida o armazenamento seguro (armazenamento este que evita perdas de informação vital para a empresa) para além de também nos garantir velocidade na cópia e no acesso à informação contida nos discos do nosso servidor (conforme o nível de RAID escolhido).

Existem 7 níveis de RAID, embora apenas 4 sejam os mais utilizados.

RAID 0: É conhecido por “stripping”. Este nível de RAID proporciona velocidade na cópia dos nossos ficheiros pois a escrita destes nos discos do servidor (para este RAID funcionar necessitamos de pelo menos dois discos) é dividida pelos diferentes discos. Isso porque, se os dados fossem gravados em um único disco, esse processo seria feito de forma sequencial. Com o RAID, os dados destinados a cada disco são gravados ao mesmo tempo. Quantos mais discos possuirmos, maior será a velocidade de escrita. Este nível não oferece tolerância a falhas, pois não existe redundância. Isso significa que uma falha em qualquer um dos discos pode ocasionar perda de informações. Este tipo de RIAD é aconselhado a empresas que trabalham com aplicações de tratamento de imagens e vídeo.

RAID 1: É conhecido por “mirror”. O RAID 1 funciona adicionando discos paralelos aos discos principais existentes no computador. Assim, se por exemplo, um computador possui 2 discos, pode-se aplicar mais um disco para cada um, totalizando 4. Os discos que foram adicionados trabalham como uma cópia do primeiro. Assim, se o disco principal recebe dados, o disco adicionado também os recebe. Daí o nome de "mirror” (espelho) pois um disco passa a ser uma cópia praticamente idêntica do outro. Dessa forma, se um dos disco apresentar falha, o outro imediatamente pode assumir a operação e continuar a disponibilizar as informações. A consequência neste caso é que a gravação de dados é mais lenta, pois é realizada duas vezes. Por esta razão, uma aplicação muito comum do RAID 1 é seu uso em File servers.

RAID 2: Este tipo de RAID adopta o mecanismo de detecção de falhas em discos rígidos para funcionar em memória. Assim, todos os discos da matriz ficam sendo "monitorizados" pelo mecanismo. Actualmente, o RAID 2 é pouco usado, uma vez que praticamente todos os discos rígidos novos saem de fábrica com mecanismos de detecção de falhas implementados.

RAID 3 e RAID 4: São RAID’s destinados a conferir segurança na gravação dos ficheiros no servidor, pois estes RAID’s utilizam o método da paridade (isto é, temos um disco única e exclusivamente para assegurar a continuidade da gravação caso ocorra alguma falha num outro disco). A única diferença entre RAID 3 e RAID 4 tem a ver com a velocidade do cálculo da paridade (o RAID 4 é a evolução do RAID 3). São necessários pelo menos 3 discos para a utilização deste tipo de RAID.

RAID 5: Este RAID é muito semelhante ao RAID 4, excepto o facto de que a paridade não fica destinada a um único disco, mas a toda a matriz. Isso faz com que a gravação de dados seja mais rápida, pois não é necessário aceder a um disco de paridade em cada gravação. Apesar disso, como a paridade é distribuída entre os discos, o RAID 5 tende a ter um pouco menos de velocidade que o RAID 4 mas mais confiável pois prevê também a falha do disco destinado a paridade. O RAID 5 é o nível mais utilizado e que oferece resultados satisfatórios em aplicações não muito pesadas. Este nível precisa de pelo menos 3 discos para funcionar.

RAID 0 + 1: O RAID 0 + 1 é uma combinação dos níveis 0 (Stripping) e 1 (Mirror), onde os dados são divididos entre os discos para melhorar o rendimento, mas também utilizam outros discos para duplicar as informações. Assim, é possível utilizar o bom rendimento do nível 0 com a redundância do nível 1. No entanto, são necessários pelo menos 4 discos para montar um RAID deste tipo. Tais características fazem do RAID 0 + 1 o mais rápido e seguro, porém o mais caro de ser implantado.

 

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